FELICIDADE
CLANDESTINA
O
conto Felicidade Clandestina é narrado na primeira pessoa o que dá uma
intensidade emocional ao texto, onde, a personagem narradora pode ser a própria
Clarice, que viveu sua infância no Recife. O tempo cronológico não está
explicito no conto, temos apenas a passagem dos dias. A protagonista narra sua
história dirigindo-se às outras personagens de acordo com as participações, ou
seja, o foco narrativo é a personagem central.
A
antagonista é descrita fisicamente em detalhes “Ela era gorda, baixa, sardenta
e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados”, mas no conto não se
descreve nada da personalidade da protagonista. O espaço no conto mistura o
psicológico e o físico, pois descreve as emoções e sentimentos da personagem e
também as ruas do Recife. A linguagem utilizada nos diálogos é indireta,
resumindo as falas das personagens na forma de uma narrativa.
A
estrutura do conto leva o leitor gradativamente ao clímax que acontece com a
entrada de uma nova personagem, a mãe da menina gorda, que acaba com a tortura
que a filha aplicava na colega de classe. O desfecho se dá quando a narradora
recebe o livro tão desejado ficando em êxtase por ter nas mãos o seu objeto de
desejo, algo que não pertence a ela, mas traz alegria e prazer, traz uma
felicidade clandestina assim como um amante.











