sexta-feira, 18 de maio de 2012

FELICIDADE CLANDESTINA




FELICIDADE CLANDESTINA
O conto Felicidade Clandestina é narrado na primeira pessoa o que dá uma intensidade emocional ao texto, onde, a personagem narradora pode ser a própria Clarice, que viveu sua infância no Recife. O tempo cronológico não está explicito no conto, temos apenas a passagem dos dias. A protagonista narra sua história dirigindo-se às outras personagens de acordo com as participações, ou seja, o foco narrativo é a personagem central.
A antagonista é descrita fisicamente em detalhes “Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados”, mas no conto não se descreve nada da personalidade da protagonista. O espaço no conto mistura o psicológico e o físico, pois descreve as emoções e sentimentos da personagem e também as ruas do Recife. A linguagem utilizada nos diálogos é indireta, resumindo as falas das personagens na forma de uma narrativa.
A estrutura do conto leva o leitor gradativamente ao clímax que acontece com a entrada de uma nova personagem, a mãe da menina gorda, que acaba com a tortura que a filha aplicava na colega de classe. O desfecho se dá quando a narradora recebe o livro tão desejado ficando em êxtase por ter nas mãos o seu objeto de desejo, algo que não pertence a ela, mas traz alegria e prazer, traz uma felicidade clandestina assim como um amante.

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